Pessoas contentes com Fasile21

Fasile21 Curso Iniciante
B. Egon Breitenbach e Colaboradores


Fasile21 e a Opinião Pública
Entrevistando o Criador de Fasile21
Fasile21: Muito Superior ao Esperanto
Além dos Impérios
O Grande Desafio: Criar a Língua Internacional

Próximos Passos

 


          Alfabeto

          Cada letra representa o mesmo som, permitindo-se variações que não prejudiquem a compreensão.

          Não há distinção na duração das vogais nem tampouco em vogais nasalizadas e orais, pois tais diferenças quase sempre dependem da língua materna.

          Consequentemente, cada palavra é lida tal como é escrita, de modo que podemos pronunciá-la com segurança.

          Letra, pronúncia, nome, soletrar, alfabeto fonético internacional:

          a:  como em pai, a, a alfe, /a/
          b:  como em bem, be, bab alfe, /b/
          d:  como em dado, de, dad alfe, /d/
          e:  como em meu, e alfe, /e,ɛ/
          f:  como em fogo, fe, faf alfe, /f/
          g:  como em gato, ge, gag alfe, /g/
          h:  como em rosa, he, hah alfe, /h/
          i:  como em lira, i alfe, /i/
          j:  como em jota, je, jaj alfe, /ʒ/
          k:  co mo em casa, ke, kak alfe, /k/
          l:  como em lixa, le, lal alfe, /l/
          m:  como em mato, me, mam alfe, /m/
          n:  como em novo, ne, nan alfe, /n/
          o:  como em ovo, ve, vav alfe, /o,ɔ/
          p:  como em pato, pap alfe, /p/
          r:  como em caro, re, rar alfe, /r/
          s:  como em sol, se, sas alfe, /s/
          t:  como em talo, te, tat alfe, /t/
          u:  como em bule, u alfe, /u/
          v:  como em vale, ve, vav alfe, /v/
          w:  como em auto, ew, waw alfe, /w/
          x:  como em chato, xe, xax alfe, /ʃ/
          y:  como em boi, ey, yay alfe, /j/
          z:  como em zona, ze, zaz alfe, /z/

 

          Acento tônico

          Para uso natural e melhor entendimento, a pronúncia mais forte ocorre:

          1. Na penúltima sílaba das palavras terminadas em vogais (a/e/i/o/u): alte; ou terminadas em semi-vogais (w/y): como altey.

          2. Na última sílaba das palavras terminadas em consoantes, como setin ou dagasan.

          Regra geral:

          O acento ocorre na vogal antes da última consoante.

          Exemplos:

Lay naw palas simi linge.
Elas não falam a mesma língua.


Un krome mas beli.
Uma cor mais bela.


Lu
me
di Sune.
A luz do Sol.


Ke
ra, vite belas!
Querida, a vida é bela!


Bri
le di lai blui vidorey portas ju tem sele!
O brilho de seus olhos azuis leva-me ao céu!

M
a
si perfi floru.
A mais perfeita flor.


Beves kafe, plis!
Beba café, por favor!


Dagasan hotas.
Hoje está quente.

Zasme kantigas la.
O entusiasmo a faz cantar.

La belijas.
Ela embeleza-se.

Kaw pluvos dagosan?
Vai chover amanhã?

Vite belas. Ju laykas dansar kay ergar.
A vida é bela. Gosto de dançar e trabalhar.

Ju palessete nilan kazis.
Eu devo falar: isto nunca aconteceu.

Ju, isnistro, vitis in rixawrume.  
Eu, ex-ministro, vivi num pobre quarto.

Juy ismas di fuli evlige.
Somos adeptos do desenvolvimento completo.

Manuy di ol nasey felsos prenar kay prenidar il Fasile21!
Os homens e as mulheres de todas as nações serão felizes por compreender e ser compreendidos por meio de Fasile21!

Ma
nay kay un fantu.
As mulheres e uma criança.

Se
ti planidi linge travas par esprar ol aydey.  
Esta língua planejada é adequada para expressar todas as ideias.

 

          Pronomes

Sem especificar gênero:

Singular

Ju. Eu.
Vu. Você.
Lu. Ele ou ela.

Plural


Juy. Nós.
Vuy. Vós, vocês.
Luy. Eles ou elas.

E
specificando gênero feminino:

Singular

Ja. Eu feminino.
Va. Você
feminino.
La. Ela.

Plural


Jay. Nós
femininos.
Vay. Vós, vocês
femininos.
Lay. Elas.

E
specificando gênero masculino:

Singular

Jo. Eu masculino.
Vo. Você
masculino.
Lo. Ele.

Plural

Joy. Nós
masculinos.
Voy. Vós, vocês
masculinos.
Loy. Eles.

Pronomes de relação

Basta acrescentar -i:

Jui. Meu, minha.
Juyi. Nossos, nossas.

Jui kare: no sentido de "o carro que está comigo, mas não pertence a mim".
Jui sidile: na realidade, a cadeira que estou usando, pertencente a outrem.

Pronomes possessivos

Ju deni. Pertencente(s) a mim.
Juy deni. Pertencente(s) a nós.


Juden buke. Meu livro.
Vuyden buke. O vosso livro. O livro de vocês.

Layden bukey. Os livros delas.
Awze den Aline. A casa de Aline.


Pronomes relativos

Flore ke ju givis belas.
A flor que eu dei é bela.

Substantivos inanimados, como coisas e ideias, tem gênero neutro, sendo-lhes aplicado o pronome le.

Love. Le bonas par ol juy.
Amor. Ele é bom para todos nós.

Migawe. Le bonawas par ol juy.
Inimizade. Ela é má para todos nós.

Uso imaginativo ou literário:

Artey palis tem Bele: Jey volas miradi!
Bele kawatis: Je miras ol vey!

As artes falaram à Beleza: Nós queremos ser admiradas!
A Beleza respondeu: Eu admiro todas vocês!

Pronomes oblíquos

Juy lovas la.  
Nós a amamos.

 

          Terminações das palavras


Identificam tudo quanto conhecemos no Universo - coisas, ideias, e seres vivos.

Gêneros feminino (pessoas) ou fêmea (animais), -a: Mana. A mulher.

Gêneros maculino (pessoas) ou macho (animais), -o: Mano. O homem.

Ser vivo, gênero não especificado ou conhecido, -u: U. O ser vivo. Manu. A pessoa.

Substantivos inanimados, -e: Buke. O livro. Erge. O trabalho. Ayde. A ideia.

Adjetivos, -i: Beli mana. A bela mulher.

Plural, -y: Nimuy. Os animais.

 

          Verbos


Identificadores de tudo quanto acontece no Universo, ativa ou passivamente.

Infinitivo, -ar: Vitar, viver; kantar, cantar; alfigar, escrever; lovar, amar.

Presente, -as: Mano vitas, o homem vive; buke zitas, o livro existe; Arte zitas, a Arte existe; love zitas, o amor existe.

Passado, -is: João vitis, João viveu.

Futuro do Presente, -os: Maria vitos, Maria viverá.

Futuro do Pretérito, -us: Dogo vitus, o cão viveria.

Imperativo, -es: Elpes! Ajuda!

Particípios

Presente, -ad: Vorde paladi. Palavra falada. 

Passado, -id: Vorde palidi. Palavra falada.

No Futuro, -od: Vorde palodi. Palavra que será falada.

Futuro do Passado, -ud: Vorde paludi. Palavra que seria falada.

Imperativo, -ed: Vorde paledi. Palavra que deve ser falada.

Ação prolongada, ul: Palule. Discurso.

Modo ativo, -ig: Rixigar. Enriquecer (alguém).

Modo reflexivo, -ij: La lovijas. Ela ama a si mesma.

Sujeito oculto, u: U vendas karey. Vende-se carros.

 

          Sufixos


Concretude, -aj: Lai alfige belas. A escrita dela é bonita.

Em (no tempo), -an: Kazis an 1.917, in RU-nase. Aconteceu em 1.917, na Rússia.

Coletivo, -ir: 
Maniru. Humanidade.

Ação complementar, -at: 
Vende. Venda. Vendate. Compra.

Presença de, -ab: 
Idrabi. Aguado.

Possibilidade, av: 
Vidavi. Visível.

Continente, ib: 
Kutile, kutilibe. Faca, bainha. Sindre, cinza. Sindribe, cinzeiro.

Próprio, -ij: 
La banijis. Ela banhou-se.

Instrumento, -il: 
Tempo, ane. Anile. Relógio.

Infinitivo verbal, -ar: 
Ar. Ser

Profissão, -ist: 
Kantista. Cantora.

Ismo, -ism: 
Isme. Corrente de pensamento.

Multiplicidade, -ob: 
Obi kultey. Múltiplas culturas.

Unidade, -un: 
Forune. 1/4 Um quarto.

Grande, -og: 
Karoge. Carrão.

Pequeno, -it: 
Karite. Carrinho.

Sentido aproximado. -um: 
Owume. Indecisão.

 

          Algumas palavras de uso frequente


Ril. Que.
Mas ril for kay min ril ok.  
Mais que quatro e menos que oito.

Bison. Ambos.
Bison fratay laykas Arte. 
Ambas as irmãs gostam da Arte.

Kayon. Também.
Lay kayon jogas futebole.  
Elas também jogam futebol.

Kayan. Ainda.
Ju kayan restos setin.
Ainda ficarei aqui.

Ted. Em lugar de.
Kipes tedi xue.  
Pegue o sapato sobressalente.

Ant. Antes.
Antan dagemide.  
Antes do meio-dia.

Sol. Somente.
Ju sol nidasi boni lote!  
Estou somente precisando de boa sorte!

Sirk. Ao redor de.
Sirkin awze.  
Em redor da casa.

Tuy. Logo, imediatamente.
Loy elpis tuy.  
Eles ajudaram imediatamente.

Dagisan. Ontem.
Dagisan jui pama legrisi.  
Ontem minha mãe estava alegre.

Dagasan. Hoje.
Dagasan vetre as ogon boni.
Hoje o clima está muito bom.

Dagosan. Amanhã.
Dagosan juy felsos.  
Amanhã seremos felizes.

Traw. Contra.
Faytes traw loy!  
Lute contra eles!

Kez. Quase.
Kez dek vikey. 
Quase dez semanas.

 

C o r r e l a t i v o s

   kaw?  set  dat  zar  ol  nil
 qual  este  aquele  algo  tudo  nada
    ab  kaw abi?
 de quem? 
 set abi
 deste
 dat abi
 daquele
 zar abi
 de alguém
 ol abi
 de todos
 nil abi
 de ninguém
    e  kaw e?
 o que?
 sete
 este
 date
 aquele
 zare
 algo
 ole
 tudo
 nile
 nada
    u  kaw u?
 quem?
 setu
 este ser
 datu
 aquele ser
 zaru
 alguém
 olu
 todos
 nilu
 nenhum
    an  kaw an?
 quando?
 setan
 agora
 datan
 então
 zaran
 agum an
 olan
 sempre
 nilan
 nunca
    al  kaw al?
 por que?
 setal
 por isto
 datal
 por aquilo
 zaral
 por algum
 motivo
 olal
 todos os motivos
 nilal
 nenhum motivo
    el  kaw el?
 como?
 setel
 assim
 datel
 daquele modo
 zarel
 algum modo
 olel
 todos os modos
 nilel
 nenhum modo
    in  kaw in?
 onde?
 setin
 aqui
 datin
 lá
 zarin
 em algum  local
 olin
 todos os locais
 nilin
 nenhum local
    on  kaw on?
 quanto?
 seton
 este tanto
 daton
 aquele tanto
 zaron
 algum tanto
 olon
 todo, tudo
 nilon
 nada, nenhum
             


Lot. Ao acaso.
Lay trovis juy lotel.
Elas nos encontraram por acaso.

Tem. A, ao.
Juy rapivos tem fine di ivine.  
Correremos ao final do caminho.

Xes. Junto a.
Juy tarasi xes table.
Estamos em pé junto a mesa.

Don. Quantidade de.
Un bevile don bire. 
Um copo com cerveja.

Il. Por meio de.
Vensar il love. 
Vencer por meio do amor.

Dur. Durante.
Duran lai vite.  
Durante a vida dela.

Ix ke. Mesmo que.
Ix ke la venes! 
Mesmo que ela venha!

Awt. Fora, exceto.
Oluy, awton la.  
Todos, exceto ela.

In. Em, no.
Pake in kase.  
O pacote na caixa.

Til. Até.
Din jui awze til vui ergine. 
Desde minha casa até teu local de trabalho.

Setan. Agora, neste momento.
Juy legras setan. 
Estamos alegres agora.

Sol. Somente.
Sol sev tudoy restas.  
Somente sete estudiosos permanecem.

Ril. Relação.
Mas ril. 
Mais que.
Mas, masi, mase.
Mais, maior, o máximo.

Par. Para.
Juy igos ole par vensar. 
Faremos tudo para vencer.

Gol. Objetivo.
Juy ivos tem gole.  
Iremos até o objetivo.

Pos. Após.
Posan, posin.  
Depois, atrás.

Baw. Sobre, a respeito de.
Bawe. Assunto ou tema.

Kaz. Se.
Jo felsos kaz la venos.  
Serei feliz se ela vir.

Sed. Mas.
Belawi kingo, sed lovadi kingo...  
Feio rei, mas amado rei...

Sen. Sem.
Sen forse. 
Sem força.

Sub. Sob, embaixo.
Juy vitasi sub simi plafe.
Estamos vivendo sob o mesmo teto.

Apin. Acima.
Avle voldis apin nubey.  
O avião voou acima das nuvens.

Altin. No alto.
Obi birduy altin vidulas juy. 
Muitos pássaros no alto nos observam.

Sor. Sobre.
Trin tasey sor table.
Três taças sobre a mesa.

Tran. Através de.
Lume pasis tran vitre di vinde.  
A luz passou através do vidro da janela.

Trans. Trans.
Trans marogi tripe. 
Viagem transoceânica.

Ogon. Muito.
Ju zayras ogon love!  
Desejo muito amor!

Sayde. Lado.
Sayde. Saydi. Saydin. 
Lado. Lateral. Ao lado.

Awt. Fora.
Awti. Awton. 
Externo. Tanto fora.

Int. Inter.
Sete as intenasi kome, jui migo!
Isto é comunicação internacional, meu amigo!

Nire. Proximidade.
Niran. Próximo no tempo.
Nirin. Próximo no espaço.

Tam. Logo, portanto.
Loy vitedalis. Tam, finis.  
Eles morreram. Portanto, acabou.

Masone. Maioria.
Kon. Com.
Law. Ao longo de, conforme. 
Hay, hayey. 
Salve, saudações. 

Mose vordey, interjeições:

Ha! Ah!
Hay! Olá! Viva!
Ho! Oh!
Ya! De fato!
Jas. Já.
Eys. Eis.
Sew. Sim.
Naw. Não.
Jus. Recém.
Kay. E.
Ke. Que.


 

          Fasile21 e a Opinião Pública

          Eliane Brum
          Zero Hora e Revista Época. Porto Alegre, Brasil 

Balduino conheceu o Esperanto aos 17 anos e tomou-se de tal paixão que, aos 25, lançou um livro sobre a língua. Com o passar do tempo, porém, Balduino foi percebendo que o Esperanto tinha deficiências que entravavam a utopia. Balduino então, impôs a si mesmo a missão de reformá-lo e, mais do que isso, criar uma língua nova. 

 

          Emmanuel Gamache
          Montreal, Canadá

Comecei a aprender Fasile21 porque eu pretendia ter uma ideia pessoal e também para confirmar tudo o que se comenta a respeito. Agora, sem dúvida, posso afirmar que o projeto tem grande potencial e possui todo o necessário para atingir os objetivos internacionais. O motto de neutralidade, simplicidade e lógica do qual emerge o coloca à frente de todos os demais projetos de língua internacional. Mais, da mesma forma que todas as pessoas que estão aprendendo Fasile21, posso participar ativamente no desenvolvimento e no aperfeiçoamento do projeto.
 

 

          Alberto Escribano
          Murcia, Espanha

Primeiro, ao aprender Esperanto (era a única língua auxiliar que conhecia), comprovei que ele é complicado quanto a regras e pronúncia. Encontrei outras línguas planejadas: Interlingua e Romanova, fácilmente entendíveis por falantes de línguas românicas, embora destinadas a ser idiomas "para todas as nações". Continuando, encontrei o Ido: os elogios a seu respeito faziam supor um refinamento, atualização e simplificação do Esperanto, apesar de complicado de aprender... Finalmente, e quase por acaso, encontrei Fasile21, e desde o primeiro momento me pareceu interessantísimo. Agradou-me muito, pela fácil e potente lógica de construção de palavras e pela sua simplicidade na hora de as pronunciar.

           Fasile21 em desenho de quadrinhos.

          Entrevistando o Criador de Fasile21

  É possível ao ser humano a criação da super língua, a língua inteligente ideal, sem as dificuldades presentes nas línguas naturais, e destinada a todos os povos? 

Lampadinha Balduino:

          Com certeza. As pessoas realmente esclarecidas não contestam a ideia. As línguas foram natural e empiricamente criadas pelo próprio homem. Contudo, ao longo dos séculos improvisaram-se soluções diante de necessidades momentosas, como "embarcar" no avião, ou atribuindo gênero a coisas (o livro, a casa). 

          Por outro lado, a História aponta interferências linguísticas, seja no resgate de línguas mortas, como o hebraico, ou a restauração do islandês, as elaborações do sânscrito e do filipino.

  Adotar uma língua mundial não significa o fim das línguas e culturas existentes? 

Lampadinha Balduino:

          A situação atual claramente realiza a extinção completa. Temos o dever de salvá-las adotando Fasile21 como segunda língua para todos, auxiliar nos contatos e atividades internacionais. A criamos para derrubar as barreiras linguísticas, sem as quais o mundo será bem melhor! Em contato com falantes de outras línguas não mais agiremos quais surdos e mudos, a despeito de podermos ouvir e falar.

  Como será o mundo quando todos pudermos nos comunicar por meio da língua inteligente?

Lampadinha Balduino:

          Não apoiamos a imposição da língua única em andamento. Esperamos que os povos adotem Fasile21 de modo a viabilizar a comunicação global e inteligente, a nos livrar do sacrifício de tempo e dinheiro. Simplesmente aprenderemos a língua de comunicação mais ampla, inteligente, que atuará como a ponte linguística entre os povos. A superar o maior problema de logística existente na Terra, a impedir a comunicação eficaz entre os indivíduos da espécie homo sapiens.

  Fasile21 é mais fácil de aprender do que as línguas em geral?

Lampadinha Balduino:

          Apesar de Fasile21 ser a primeira língua que nos livra da infernal decoreba de listas de palavras e de regras, exceções e sinônimos inúteis (o que permite adquirir imenso vocabulário sem esforço), o tempo para aprendizado depende da motivação do estudante. Após um dia de estudo é suficiente para ler e compreender alguns textos. Fasile21 deve ser, no mínimo, cem vezes mais fácil que o Esperanto e mil vêzes mais fácil que o Inglês.

                           Outro logo de Fasile21 

  Quando e onde surgiu a ideia de criar Fasile21?

Lampadinha Balduino:

          Após termos publicado diversos artigos, sobretudo na imprensa de Porto Alegre, em 1.974 editamos A Língua das Nações, o primeiro livro em Português, especial e inteiramente destinado a divulgar o Esperanto, começamos a identificar suas deficiências. Em 1.990, já conscientes da gravidade do problema, por dever de consciência resolvemos iniciar o trabalho no sentido de apresentar novo projeto, ao qual nos dedicamos até o presente momento.

  Você pode citar características de Fasile21 com relação ao Esperanto?

Lampadinha Balduino:

          Fasile21 indica o objeto direto de modo prático, eficaz e criativo. Seu vocabulário básico compõe-se de raízes monossilábicas, como bel.i (belo) e lov.e (amor). É desprovido de prefixos. Fonética e fonologicamente atualizado. Tais princípios trazem inúmeras vantagens na composição de novas palavras, menores e não coincidentes com vocábulos pré-existentes, homônimos e homógrafos.

          O sistema verbal de Fasile21 apresenta maiores simplicidade e capacidade de expressão, de acordo com novos critérios de minimalização de recursos e maximalização de resultados que elaboramos em longas e demoradas pesquisas, comprovadas em experiências efetivadas em tempo integral e dedicação exclusiva.

  Então Fasile21 não usa fonemas complicados como tch, ts, dj, e h fortíssimo?

Lampadinha Balduino:

          Nem combinações que favoreçam o uso de próteses sonoras, como, em Português, na palavra psicologia, pronunciada pissicologia por muitos.

          A pronúncia em Fasile21 flui com o máximo de facilidade. Necessidade, ciência e linguística dizem-se nide, ike, e lingike. Compare-os aos equivalentes em Esperanto: neceso (netsesso), scienco (stsientso) e lingvistiko, longos e difíceis para pronunciar.

  Quer dizer que Fasile21 é mais racional?

Lampadinha Balduino:

          Sem dúvida. Fasile21 indica melhor, e mais produtivamente, o gênero dos substantivos, viabilizando a identificação prévia de substantivos comuns, seres vivos, seres inanimados e gêneros. Os adjetivos, sempre com final –i, não variam inecessáriamente em gênero, número e grau. Implementamos novos conceitos, como o de ideia completiva, tix.ar: ensinar, tix.at.ar: aprender.

  Qual seria, portanto, o ponto forte do que podemos chamar "super língua“?


Lampadinha Balduino:

          Na realidade são dois pontos fortes, no mínimo. Além da praticidade, talvez a maior virtude seja a Lógica, a evitar penosas memorizações de inúmeras exceções, sinônimos e palavras desnecessárias. Ao descobrir como viabilizar o procedimento, conseguimos o que ninguém conseguira no decorrer de séculos: tal estrutura que criativamente estimula a dedução segura do vocabulário e da gramática segundo regras incrivelmente fáceis.

  Teria sido um processo a exigir extraordinárias paciência e dedicação?

Lampadinha Balduino:

          Sem dúvida. Procuramos garimpar pepitas de ouro entre cascalhos. Consultamos também pela Internet, após termos esgotado a bibliografia especializada. Ao final, elaboramos diversos anteprojetos em cada uma das grandes áreas: Morfologia, Fonética/Fonologia, e Sintaxe, sempre e inexoravelmente submissos à racionalidade extrema, à universalidade, ao sentido prático. Este último justificando assimetrias e aparentes ilógicos.

          Em 1.999, com a publicação do livro Projeto da Língua Mundial, iniciamos a etapa coletiva do projeto. Ao contrário das iniciativas anteriores, que apresentaram trabalhos prontos ou intocáveis, optamos por apresentar uma concepção inicial, aperfeiçoável ao longo do tempo. Muito provavelmente foi a atitude que fez a diferença!

    Quantas pessoas estão envolvidas com Fasile21?

Lampadinha Balduino:

          Neste momento constituimos um grupo internacional em permanente crescimento. Desconhecemos a quantidade porque jamais pedimos donativos, nem identificamos ou cadastramos colaboradores ou interessados. Desde o início do projeto apelamos a todos para que avaliassem Fasile21 e propusessem os aperfeiçoamentos que julgassem necessários.

    A língua mundial funcionaria exclusivamente na Internet?

Lampadinha Balduino:

         Esperamos que Fasile21 seja utilizada em todas as situações de contato entre pessoas de diferentes idiomas tão logo pessoas, grupos, sociedades e empresas aceitarem este instrumento de facilidade como a língua da Nova Terra! Graças a existência de Fasile21, dispomos todos da língua inteligente, complementar às nossas línguas maternas. Em consequência, as línguas de menor projeção, cujo alcance limitado determina e apressa sua morte, poderão ser salvas da extinção!

          Concebida para servir como instrumento neutro, auxiliar, supranacional e suprapopular, a língua de todos nós não retira a identidade linguística de ninguém. Estimula, isto sim, a emancipação dos povos, mediante sua integração com os demais. 

          Analogia: O projeto evolui em espiral, em direção ao alto. O último círculo percorrido, o presente, passa um pouco acima do anterior e, aos poucos, graças à colaboração internacional, devemos atingir a realização do sonho!

 




        
Grafico de progresso

          Fasile21: Muito Superior ao Esperanto
          Análise Comparativa

Alfabeto

Esperanto: 28 letras, entre as quais seis consoantes com diacríticos (acentos).
Fasile21: Apenas 24 letras.

Sufixos não oficiais

Esperanto: muitos.
scopo, atro, atrio, iko, ito, metro, toro, teko, io/ujo/lando, aw.
Fasile21: Nenhum.

Objeto direto

Esperanto: Li vidis Karlon. 
Cria encontros sonoros difíceis e altera a pronúncia de nomes próprios. 
Fasile21: Lo vidis Karlo. Desnecessária a alteração gráfica e sonora do acusativo.

Quantidade de sinônimos

Esperanto: Grande. Ega/granda, tiam/tiutempe, cento/centavo/centimo/cendo 
Fasile21: Nenhuma. Ogi, datan, xenune

Precisão dos substantivos

Esperanto: Ino: Feminino/femea. Vir: masculino/macho. Ge: plural, mais de um gênero. Não distingue animados de inanimados
Fasile21: A: feminino/fêmea. O: masculino/macho. U: singular, sem especificar gênero. UY: plural, mais de um gênero. E: substantivo inanimado

Encontros sonoros difíceis

Esperanto: Sign, lingv, scienco, psikologio, sfigmo, absoluta, kserografio, librojn
Fasile21: Nenhum.

Regras para derivação de palavras

Esperanto: Confusas ou omissas.
Fasile21: Claras.

Existência de arcaismos

Esperanto: Omnibuso, automobilo, scienco
Fasile21: Base, kare, ike

Tamanho do vocabulário

Esperanto: Baixa produtividade.
Fasile21: Altíssima produtividade.

Confusão entre terminações e sufixos

Esperanto: Kataro - coletivo de gatos ou catarro? 
Kolego - colega ou pescoção?
Fasile21: Ketiro - coletivo de gatos. Kono - colega.

Coerência

Esperanto: Eks, ankaw, ej, sezono, per, januaro, horlogho, teksto, gramatiko, tawro, vir-bovo, bovo, bovino.
Fasile21: Isi, kayon, in, seze, il, unani mese, anile, frazire, frazike, bovo, bovo, naw ferti bovo, bova.

Tudo que Você deve saber sobre comunicação global inteligente.

Minimização

Esperanto: Vocábulos adicionais a aprender. Kurteno, shtrumpo, ganto 
Fasile21: Vocábulos simplesmente combinados. Vindi vebe, futi veste, kiri veste

Quadro de correlativos

Esperanto: Deficiente, contraditório, incompleto. Kial? Char. Kiam? Nun
Fasile21: Mais amplo, consistente e lógico. Kaw al? Al. Kaw an? Setan.

Clareza eufônica

Esperanto: Sur-sub, tchi-ti. Criam confusão.
Fasile21: Sor-sub, set-dat. Evitam confusão.

Regras de notação e pontuação

Esperanto: Difusas. 
Fasile21: Claramente propostas.

Adaptabilidade

Esperanto: Pronomes pessoais apresentam as mesmas limitações do Inglês.
Fasile21: Sistema eficaz de pronomes pessoais.

Dedução

Esperanto: Miawo, bojo, cento/centavo/centimo/cendo, Brazilo, januaro, teksto 
Fasile21: Keti vose, dogi vose, xenune, BR-nase, unani mese, frazire

Formação do vocabulário

Esperanto: Quase todo estabelecido pelo autor, com forte influência literária.
Fasile21: Democrática e ampla.

Grau de inovação

Esperanto: São decorridos 131 anos desde seu aparecimento. 
Fasile21: Projeto inovador em inúmeros aspectos.

Processabilidade computacional

Esperanto: Média. Apresenta inúmeros problemas.
Fasile21: Altíssima. Otimizada.

Emprego de próteses linguísticas

Esperanto: Grande. 
Fasile21: Nenhum.

Conhecimento linguístico preexistente

Esperanto: Pequeno.
Seu autor estava focado na Europa e dispunha de recursos limitados, pois a interlinguística praticamente inexistia. 
Fasile21: Grande. Seu autor, ex-esperantista, estudou Linguística, programação, informática, Internet. Focado no mundo.

Divulgação

Esperanto: Improvisada, dependente de voluntarismo. Foco difuso: ideal, religião etc.
Fasile21: Profissional, com base em universidades, empresas, associações, comercialização. Foco: solução prática.

Democracia na Gramática

Esperanto: Bastante limitada.
Fasile21: Periodo de aperfeiçoamento desde o lançamento do projeto, em abril de 1999, até o Presente.

Desgaste histórico e objeto de preconceito

Esperanto: Grandes.
Fasile21: Nenhum desgaste.

Esforço exigido para falantes de línguas não eurocêntricas

Esperanto: Grande.
Fasile21: Desprezível.

Carga horária para aprendizado

Esperanto: Média. 
Fasile21: Baixíssima.

 


 

          Águia.

          Além dos Impérios

          B. Egon Breitenbach

          Para Samuel Huntington, professor de Harvard e reconhecido guru do estudo das Relações Internacionais, autor do clássico "O Choque de Civilizações", com frequência citado nos discursos oficiais e nas rodas diplomáticas, o mundo "não passa de uma sociedade internacional muito primitiva".

        Honestamente, todos concordaríamos com sua corajosa assertiva se examinássemos o modo nada racional como as nações se relacionam e procuram "comunicar-se" face aos milhares de idiomas utilizados pela humanidade. Segundo Huntington, "As pessoas que precisam se comunicar umas com as outras têm que encontrar o meio de fazê-lo. Em certo nível, elas podem confiar em profissionais especialmente treinados, que se tornaram fluentes em dois ou mais idiomas a fim de servir como intérpretes e tradutores. Isso, porém, é incômodo, toma tempo e custa caro. Por isso, através da História, emergiu sempre uma língua franca: o latim nos mundos clássico e medieval, o francês, durante séculos, no Ocidente; o suaíle em muitas partes da África e o inglês em grande parte do mundo na segunda metade do século XX. Os diplomatas, os homens de negócios, os cientistas, os turistas e os serviços que os atendem, os pilotos comerciais e os controladores de tráfego aéreo precisam de algum meio de comunicações eficientes entre si e atualmente usam sobretudo o inglês."

          Caso não consigamos fazer prevalecer e vigorar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, saneando a presente (des)ordem linguística mundial, estejamos todos cientes de que, no futuro, a situação ficará ainda pior. Basta que se confirmem as previsões dos especialistas do Banco Mundial, que projetam a supremacia econômica da China ainda no primeiro quartel deste século. No Sudeste Asiático, sintomaticamente, o chinês está superando o inglês na condução dos negócios.

          Vivemos, sem dúvida, o auge de um drama histórico que se repete. Em que o idioma dominante reflete a distribuição do poder no mundo. O latim, o espanhol, o francês, o mandarim, o árabe, e o russo, por exemplo, foram instrumentos de impérios que promoveram e impuseram seus idiomas aos povos dominados.

          Nos dias atuais, da maneira mais aplastante e antidemocrática possível, o inglês representa aquele papel. Constrange-nos a consumir de forma absolutamente contraproducente boa parte de nossas vidas.

          Aplastante porque os povos estão vitalmente controlados pela estrutura mundial de dependência tecno econômica do eixo Estados Unidos - Comunidade Britânica.

          Antidemocrática porque, repetimos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos proclama que todos os seres humanos são iguais também segundo a língua.

          As barreiras lingüísticas geraram e realimentam, dia após dia, duas imensas classes de cidadãos com base em seu local de nascimento: Uma, de primeira, os falantes nativos do inglês. Obviamente orgulhosa do privilégio que lhe garante boa parte do sucesso nas relações internacionais. Claro, não está disposta a mover uma palha para mudar a situação. Outra, de segunda, formada pelos não nativos de países de fala inglesa, claramente discriminada, em desvantagem social e econômica. Obrigada a aprender a língua imposta. Alvo potencial de incontáveis caça-níqueis - os falsos cursos de inglês a pulular a Terra.

          Sobretudo os formuladores de políticas precisam se dar conta da falência do inglês como L.C.M.A. (língua de comunicação mais ampla). Paradoxalmente, ele é uma das línguas menos adaptáveis às exigências da comunicação internacional. Suas deficiências o desaconselham completamente: fonética muito particular e inadequação de sua escrita (crianças anglo-saxãs apresentam índices de dislexia mais elevados), vocabulário imenso, gramática sem clareza, quantidade enorme de expressões imprecisas, usos inesperados, indigenização etc. Diversos cenários o comprovam. Por exemplo: sua adoção como língua oficial na Índia por ocasião de sua independência. Na verdade a escolha, por razões políticas, preteriu as línguas locais para não favorecer nenhuma das regiões da ex-colônia britânica. Hoje, após décadas de imposição, escassos 2 a 4% da população falam inglês. De Norte a Sul, a comunicação dá-se melhor através do hindi, nativa da Índia e uma das 25 línguas mais faladas no planeta.

          Mark Fettes escreve, em "History of European Ideas" (1.991): "Extrai-se de uma recente pesquisa que a 'proporção de pessoas capazes de compreender corretamente o inglês (na Europa ocidental)... situa-se sensivelmente abaixo de nossas previsões mais pessimistas, visto que se limita a 6% da população'; ora, (...) a proporção de pessoas capazes de utilizar ativamente a língua é bem menor ainda."

          A revista "Time", de 16 de setembro de 1.991, queixava-se de que "Mesmo entre os professores de inglês, o nível linguístico é fraco. Inúmeros são incapazes de manter uma conversação."

          Claude Piron, psicólogo, poliglota, professor de línguas, ex tradutor e intérprete na ONU, que trabalhou em inúmeros ambientes multilíngues espalhados pelo mundo, informa que:

          "No sistema das Nações Unidas, o custo de uma única tradução simultânea (dessa vez excluindo a tradução de documentos) elevou-se para o exercício 1.984-85 a 78,1 milhões de dólares. E a análise do orçamento da ONU somente, excluídas as instituições especializadas que a ela se ligam e que têm cada uma seu orçamento independente - permite situar o custo global dos serviços linguísticos da organização para o exercício de 1.992-93, em 300 milhões de dólares."

          Quanto à Europa, Piron esclarece que "As instituições europeias devem fazer face a gastos análogos. As idas e vindas do Parlamento Europeu entre Estrasburgo e Bruxelas teriam custado 80 milhões de dólares em 1.992. Esta cifra não inclui os documentos que transitam por Luxemburgo para lá serem traduzidos e impressos (Luxemburgo abriga 3.400 funcionários do secretariado do Parlamento). A viagem tem lugar duas vezes por mês: 100 toneladas de papéis em onze línguas são transportados pela Danzas."

          Gérard Mermet, em "Euroscope" (1.991) informa que "as despesas de tradução representam mais de 60% do orçamento do Parlamento Europeu."

          Mario von Baratta e Jan Ulrich Clauss, em "Internationale Organisationen" (Frankfurt über Main), acrescentam: "A União Europeia emprega em torno de 3.000 tradutores e 700 intérpretes funcionários, além de 2.500 intérpretes independentes. Apenas em 1.989, ela gastou para seus serviços linguísticos cerca de 1,6 bilhões de dólares."

          Conforme consta no documento "Evaluation of the Translation Process in the United Nations Systems" (Genebra, Corpo Comum de Inspeção), a ONU gastou 19.936 dólares para traduzir um texto - de 25 páginas, composto de 14.000 palavras - para as seis línguas então utilizadas. Despesa escandalosa, se a confrontarmos com o fato de que 350 dólares são suficientes para alimentar durante um mês 70 crianças abrigadas no Vietnã.

          Finalizemos a presente exposição, novamente reproduzindo as sábias palavras de Piron:"Quando pessoas de línguas diferentes têm negócio umas com as outras, elas são condenadas a se comportarem, em 80% dos casos, como surdos-mudos que não teriam tido a chance de aprender a língua dos sinais. Em 10% dos casos onde a competência linguística dos parceiros é um pouco maior, a desigualdade não obstante continua gritante. A soma das frustrações, das complicações, dos mal-entendidos e dos sofrimentos que essas situações comportam é impossível de calcular, sobretudo se levam em conta todos os casos em que o estrangeiro, por ter dificuldade em fazer-se compreendido, é vítima de injustiças ou de abusos de poder. Tudo isso teria sido evitado se as grandes potências, nos anos vinte, tivessem tido mais senso de solidariedade humana, ou um pouco menos de convencimento na certeza de sua superioridade intelectual.

          É mortificante ler as atas das sessões de comissão nas quais a questão foi discutida. Em momento algum esses senhores das grandes potências, e de pequenos países dos quais eles fizeram seus clientes (no sentido que se dava a esse termo na Roma antiga), fundamentam-se na verificação. Eles aturdem os outros membros por meio de uma violenta matracada à base de afirmações falsas, como se a força das afirmações pudesse dispensar o conhecimento dos fatos. A má-fé mais vergonhosa associa-se assim a argumentos imbecis, destinados essencialmente, ao que parece, a impedir a verificação da realidade.

          A solução preconizada para curar o mundo da síndrome de Babel consistia em distinguir os níveis de comunicação. Constatando que as línguas nacionais não eram adaptadas ao uso internacional, o Secretariado da Sociedade das Nações propunha escolher para aquele uso um remédio específico, uma língua ponte. A justiça, a eficácia, o respeito de cada cultura só tinham a ganhar com isso. "

 

Notas

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BREITENBACH, B. Egon. A Língua das Nações. 1ª ed., Porto Alegre: Ed. do Autor , 1.974.

HUNTINGTON, Samuel P., O Choque de Civilizações e a Recomposição da Ordem Mundial, Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 1.996.

PIRON, Claude. O Desafio das Línguas: Da má gestão ao bom senso. 1ª ed., Campinas: BEL/Pontes Editores, 2.002.

 



          O Grande Desafio: Criar a Língua Internacional

          B. Egon Breitenbach

          

          A intenção de dirimir o problema multimilenar da comunicação entre pessoas de diferentes idiomas, por meio de instrumento de facilidade, tecnicamente criado, é tão antiga quanto a própria humanidade. Ao fluir dos séculos, experimentaram-se vários projetos de língua mundial ou LCMA (língua de comunicação mais ampla).

          De fato, uma língua adotável por todos os povos representa, e praticamente sempre representou, necessidade de ordem econômica, social, científica e cultural.

          Assim, dentre milhões de criaturas que sentiam a dificuldade e os percalços, a impedir o entendimento recíproco, algumas pessoas, para sorte da humanidade, aceitaram o imenso desafio e começaram a examinar seriamente a questão.

          O mais antigo registro histórico contempla a abadessa Hildegardis, autora de Ignota Lingua, em Angeln, atual Schleswig-Holstein, no século XII. Na Idade Moderna, além de Vives, Voltaire e Montesquieu, outros eminentes dedicaram-se à busca. Em 1.629, o Cardeal Mersenne, tendo observado que o latim - pretensamente língua internacional no surto das universidades - era empregado apenas por ínfima minoria de mestres e discípulos, e deformando-se, perdia importância, escreveu a Descartes, procurando saber da viabilidade da língua mundial. O matemático e filósofo respondeu-lhe que:

           Essa língua teria apenas uma categoria de conjugação, declinação e construção. Absolutamente não teria as formas incompletas ou irregulares, provenientes de nossa afeição a deformidade. 
         A alteração dos verbos e da construção deveria derivar de afixos, aduzidos ao início ou ao término de radicais.  

        
Os afixos se extrairiam do vocabulário geral.

Descartes

          Leibniz, ao perceber a gravidade do problema linguístico, em especial no concernente a Filosofia, ocupou-se sobremaneira de pasigrafias - sistemas que serviriam para todos se comunicarem por escrito. Em 1.666, em Opera Omnia (Genebra, 1.768), assim referiu-se à ideia de língua internacional:

          Tal língua será o maior instrumento da razão. Eu tenho a coragem de dizer que será o último esforço do espírito humano, e quando o projeto for efetivado, apenas dos próprios homens dependerá a felicidade, porque terão um instrumento que servirá para entusiasmar a razão, não menos do que o telescópio serve para estender a vista humana. Estou certo de que nenhum invento é tão importante quanto esse (...).

          O pedagogo Jan Amos Comenius, deteve-se no assunto, ao escrever Via Lucis, no meio do século XVII:

          Primeiro, a língua universal deve ser a mais rica de todas, tão capaz que designe adequadamente todas as áreas e, com facilidade, também exprima toda a imaginação. Por fim, o principal, a língua universal deve ser o desfecho definitivo da confusão entre as nações.

          Concluímos que contra os múltiplos obstáculos e confusões da comunicação provenientes da dificuldade e da imperfeição das línguas, não existe recurso mais eficaz do que criar uma nova língua que, comparada às línguas conhecidas, seja:

          Fácil, para que todos possam aprendê-la sem desperdício de tempo;
          Agradável, para que seu aprendizado seja alegre e integral;
          Perfeita, para que viabilize a compreensão de qualquer assunto.

          Aos poucos, a ideia foi lapidada à custa do trabalho de centenas de projetos, sejam pró pasigrafias, sejam mais completos, como línguas a priori, formadas de elementos arbitrariamente escolhidos, mas agrupados segundo preceitos lógicos, como Solresol, de Sudre, baseado nas notas musicais, ou a posteriori, constituídas de elementos extraídos de línguas vivas.

          O projeto de maior sucesso viria a ser criado por L. L. Zamenhof, oftalmologista lituano. Em seu Esperanto, apresentado em 14 de Julho de 1.887, em Varsóvia, Zamenhof procurou imitar ao máximo as línguas naturais conhecidas por ele, mas evitando as complexidades desses idiomas.Podemos afirmar que o titânico desafio de criar a língua harmonizante é obra de miríade de devotados estudiosos e pesquisadores. Até o presente, passam de mil projetos.

          O projeto de Zamenhof, apesar de inúmeras alterações implementadas, infelizmente ainda distante da forma ideal, é lecionado em algumas universidades. Demasiado eurocêntrico linguísticamente - por conservar o emprego do artigo, dos verbos auxiliares e dos pronomes relativos, recursos de que se valem tanto as línguas românicas quanto as anglo-saxônicas para acomodar suas imperfeições - as deficiências do Esperanto, apesar de relevantes, lamentavelmente não foram superadas por sua liderança. Sua maior contribuição, contudo, é a comprovação de que a esplêndida ideia é viável, pois é utilizado por milhares de pessoas. Estas, cônscias dos imensuráveis benefícios da adoção de uma língua internacional pelos povos como segunda língua, produziram respeitável acervo literário, fundaram milhares de clubes e associações. Anualmente reúnem-se nos universalaj kongresoj, iniciados em 1.905 e apenas interrompidos por guerras. Nessas convenções se oferece à humanidade a constatação: até 5.946 pessoas, diferentes na raça, no idioma, na ideologia e no credo religioso, efetivamente compreendem-se, apesar das deficiências da solução empregada. Tivemos a oportunidade de participar do congresso de 1.981, em Brasília, quando nos comunicamos com esperantistas de quarenta nacionalidades.

          Atrevemo-nos a declarar que a adoção da língua-ponte será o verdadeiro e autêntico salto qualitativo para o nível superior de razão e moral planetários.

          Evoluindo de pasigrafias - línguas escritas para todos, passou-se a pasilalias - línguas orais para todos, destas evoluiu-se para línguas a priori - tanto escritas quanto orais.

          Significativa parte dos autores de projetos - mais de mil - foram inspirados pelos estudos anteriores de Courtonne, Reiman, Faiguet, Grosselin e outros que, comprovado está, inspiraram-se nos ensaios de Rambosson, Letelier, De Rudelle, por sua vez descendentes espirituais de Vater, Maimeux, Delormel, e do celebrado Leibniz, que nunca ocultou ter sido influenciado por Wilkins, Kircher, Lull e tantos outros expoentes da Idade Média, às centenas de eruditos que mantiveram o belo sonho.

          Neste momento esperamos que o titânico desafio de criar a língua harmonizante está prestes a ser vencido. Insofismável, ela vive, realizando o sonho milenar da comunicação entre os povos.

          No mundo atual, toda pessoa consciente dos benefícios proporcionados pela LCMA - língua de comunicação mais ampla, está convidada a integrar-se neste movimento mundial que começa a oferecer à humanidade, ainda dividida, um quadro magnífico e tocante: diferentes na raça, no idioma pátrio, na ideologia e no credo religioso, a compreender-se uns aos outros, irmanados pelo mesmo ideal - Fasile21.

          Nota:

          Este artigo reproduz parte do conteúdo do livro A Língua das Nações, de B. Egon Breitenbach, editado em Julho de 1.974.

 


 

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